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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Reunião do Conselho pode ter Dia D para o Vitória


Postado por: Bruno Chastinet

Mesmo na Série C do Campeonato Brasileiro, em 2005, Alexi Portela Júnior e seu grupo encontrou um Vitória estruturado em todos os setores, com pessoal qualificado além de atletas de alto rendimento que aos poucos foram vendidos – Hulk, Obina, Wallace, Anderson Martins, entre outros – e que impulsionaram o clube até a Série B e posteriormente para a Série A. 

Foi o suficiente para consagrar a administração do presidente, que, no entanto não conseguiu manter o equilíbrio administrativo, financeiro e profissional (futebol) ao longo dos últimos anos, que custaram à perda de dois títulos Estaduais dentro de casa, para Colo-Colo de Ilhéus, em 2006 e Bahia de Feira, em 2011, e a volta do clube à Série B do Brasileiro, em 2010, e a humilhação deste ano com a perda da vaga para a Série A, tudo isso dentro de casa, em pleno Estádio Manoel Barradas, com times apáticos, sem força, raça e determinação.
Hoje à noite o Conselho Deliberativo tem reunião convocada para discussão da seguinte pauta: 

a) Apresentação do orçamento para o exercício de 2012; 

b) Apreciação e votação do parecer do Conselho Fiscal referente às contas do exercício 2010; 

c) Apresentação do Planejamento para o futebol profissional 2012;  

d) O que ocorrer. Desta vez, com oposição franca à sua administração, que com certeza vai se manifestar, o presidente terá que explicar aos conselheiros muito do que não foi dito até agora.


Depois de um longo tempo em silêncio, o presidente Alexi Portela Júnior voltou do período de licença, e encerrou as especulações sobre uma possível renúncia do cargo nesta reunião de hoje à noite no Complexo da Toca do Leão. O dirigente disse que não irá sair pelas portas do fundo, e vai devolver o clube à 1ª Divisão do futebol brasileiro. Só que desta vez os ânimos são bem diferentes, e com denúncias que chegaram à redação da Tribuna da Bahia pode desabar a imagem do equilíbrio administrativo-financeiro nas últimas gestões de Alexi na presidência do Vitória.


Sob sua administração, o Vitória negociou jogadores em torno de R$ 30 milhões, R$ 5 milhões só de Obina, além de R$ 8 milhões da sede de Praia, paralelos a prejuízos irreparáveis causados com as perdas dos direitos federativos de Leandro Domingues, hoje no Japão, e o goleiro Felipe, no Flamengo do Rio. 


Quando assumiu, a atual administração do Vitória trabalhou com um passivo em torno de R$ 7 milhões, além dos impostos, que foram para o programa do TIMEMANIA, atendendo a todos os clubes do país. Hoje, especula-se que só uma das ações contra o Vitória, gira em torno de R$ 8 milhões, movida pela Teo Sports, que detinha parte dos direitos federativos de Obina, que não recebeu sua parte quando da venda do jogador.

Dinheiro circulante é que não falta no clube

A gigantesca elevação das receitas por conta do aumento gigantesco das cotas pagas pela televisão, somadas aos recursos do programa Sou Mais Vitória, e o expressivo aumento do preço dos ingressos, (absorvido pelo público que pagava anteriormente R$10,00 e R$ 5,00 e passou a pagar R$ 40,00 e R$ 20,00), aliados a mudança do cenário macro-econômico do país determinaram um novo patamar para o caixa do Vitória e dos grandes clubes do futebol brasileiro. Em 2010 os números passaram dos R$ 40 milhões e este ano, só de televisão, considerando o bônus recebido e antecipação do próximo período o clube arrecadou cerca de R$ 35 milhões.


Porém, o contencioso trabalhista de 2006 até agora é gigantesco, as certidões do Tribunal Regional do Trabalho – 5ª Região, datadas do dia 5 de dezembro de 2011, que chegaram à Editoria de Esportes da Tribuna da Bahia, atestam que estão em curso 30 (trinta) ações movidas por atletas ou trabalhadores das diversas áreas contra o Esporte Clube Vitória e 49 (quarenta e nove) contra Vitória S/A. colocando em xeque a avaliação administrativo-financeira da gestão de Alexi Portela e Carlos Falcão.


A verdade é que o Vitória não fala sobre o assunto, e a situação das dívidas é desconhecida, já que em seis anos não se tem conhecimento da publicação dos demonstrativos contábeis (Balanços e DRE’s) numa desobediência ao que determina o Estatuto no seu Capítulo IV, Artigo 74. O Vitória S/A não está extinto, ele ainda existe, e sequer se fala dos demonstrativos contábeis, com previsão de um déficit estrondoso e, por isso não se fala neles, estão “escondidos”.


Como o Vitória S/A é uma companhia ainda ativa, Alexi tem que também respeitar o seu Estatuto, e publicar os demonstrativos contábeis em jornal de grande circulação e no Diário Oficial do Estado, esquecendo que o Esporte clube Vitória é o sucessor das suas demandas, dividas e responsabilidades fiscais.


Em 2010, o faturamento do clube foi de R$ 42 milhões em 2011 provavelmente chegou perto de R$ 50 milhões, ninguém consegue saber com precisão porque os DRE’s nunca são divulgados como deveriam e em 2012 a receita esperada é em torno R$ 60 milhões. É importante saber também quanto foi gasto desde 2006 até o final deste ano. Sem os DRE’s fica impossível saber. Mas com certeza uma fortuna.

Um erro atrás do outro no futebol

A Divisão de Base do rubro-negro baiano, em seis anos, não revelou um atleta de alto rendimento sequer, se fosse necessário obter alguma receita oriunda deste trabalho o resultado seria zero. 


A equipe de futebol profissional em seis anos contratou mais de duzentos atletas com um índice de acertos inferior a 10%. Em 2011 este índice ficou bem próximo de zero, contratações de atletas caríssimos como Cleber Pereira que em 2010 custou R$ 720 mil para jogar 45 minutos em uma partida e 15 minutos em outra e Tiago Humberto que custou R$ 830 mil e ninguém se lembra.


Com tantos erros grosseiros no futebol, a “Política de pés no chão” se transforma num grande engodo. O Vitória tem pago caríssimo a atletas de péssima qualidade, deixando de lado o zelo com o dinheiro do clube. Para 2012 a herança é Xuxa, Leo Fortunato, Geraldo, Lucio Flávio com contratos milionários e que se forem rescindidos custarão aos cofres do clube cerca de R$ 4 milhões, ou deixam que cheguem à justiça, se somando a quase uma centena de processos que abarrotam as diversas juntas trabalhistas.


A percepção da administração de uma instituição de futebol tendo como parâmetro o desempenho do time de futebol no curto prazo é equivocada. O modelo adotado e praticado atualmente no Vitória é velho, defasado e perdedor. Esta história de quem o dirigente trabalha de graça e dará as suas tardes não cola mais. Futebol exige dedicação total e exclusiva. Os resultados a longo prazo, já se passaram seis anos, são péssimos, o Vitória continua regredindo. Retrocedeu.

Certidões confirmam uma centena de ações

Na semana passada o presidente do Vitória, Alexi Portela Júnior foi entrevistado por Matheus Carvalho, no programa Globoesporte, da Rede Bahia, inclusive respondendo perguntas dos torcedores, sobre o futuro do time. Alexi fez uma avaliação da gestão, reconheceu erros, e ressaltou que “O Vitória é um clube equilibrado, que não deve nada a ninguém a curto prazo, a gente tem dívidas que assumiu, o Vitória é um clube administrável”.


Isso provocou a reação de alguns torcedores do Vitória ligados à Justiça Trabalhista, e que têm acesso às dívidas do clube, fazendo um levantamento dos protestos contra o Vitória, são mais de 140, enviados à Editoria de Esportes, contestando a posição do dirigente, “que se agarram em uma mentira administrativo-financeira para justificar os graves erros do Departamento de Futebol com os fracassos no futebol, para se manter na administração do clube”, disse um torcedor que é ex-conselheiro, e pediu para não ser identificado.


O envelope que chegou à Tribuna da Bahia traz Certidões Positivas de ações contra o Vitória do Tribunal Regional do Trabalho – 5ª Região, Justiça Federal de 1ª Instância, 18ª, 19ª e 20ª Vara, com 24 ações, sendo quatro anteriores a 2005, à eleição e posse de Alexi Portela; Certidão Positiva dos Tabelionatos de Protestos do 1º ao 4º Ofício, nos últimos cinco anos, contra o Vitória S/A, num total de 38 ações, algumas irrisórias, de R$ 320,00, outras mais altas, de R$ 8, R$ 10 e R$ 12 mil.

Fonte: Tribuna da Bahia

1 comentários:

  1. ai ta dificil,sou afavor da saida de alex,mas colocar jogadores que foram negociados por paulo carneiro e sua troup e a venda da sede de praia feita por paulo carneiro tb,como feita por alex,é tentar chamar os que olham isso aqui de idiotas,pare porra ta feio,isso é coisa do gatuno carneiro,rapaz vcs são malucos ou o que,dar ouvidos a um safado que com certeza tem motivos sombrios pra mandar isso pra uma imprensa tricolorida e falida,que não tem nenhum respeitos dos rubro negros concientes,olhe vai a puta que pariu imprensa e esse safado anonimo e vcs que estão dando eco a esse safadezas.
    paulo pimenta.

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