Fonte Nova é inaugurada com festa baiana


Fonte de música, futebol e sorrisos. Fonte de planejamento, trabalho e muito empenho. Acima de tudo, fonte de lembranças e histórias únicas. Após dois anos e oito meses de obras, a Fonte Nova está de volta à vida. Em verso, prosa e muita música, o grande templo do esporte baiano foi inaugurado na tarde deste domingo com um grande espetáculo cênico que contou com a presença de um time recheado de estrelas do cenário cultural do estado. Acompanhados por mais de 40 mil torcedores que lotaram as arquibancadas, artistas como Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Margareth Menezes mostraram que a Fonte Nova pulsa, mesmo antes de a bola rolar.
Antes do espetáculo, um momento mágico capaz de unir torcedores de Bahia e Vitória em uma sonora salva de palmas. O pequeno Arthur, de 13 anos, portador de paralisia cerebral, teve a grande responsabilidade de dar o pontapé inicial da cerimônia. O menino, que passa por tratamento pioneiro no estado, foi até o palco de cadeira de rodas, levantou-se e, de muletas, deu o primeiro e, desde já, mais emocionante chute da nova arena.
- Queria dizer que todos precisam respeitar as pessoas com deficiência. Ser deficiente não é ser incapaz. Também quero pedir um Ba-Vi de paz. Todos precisam se respeitar - disse Arthur.
Logo em seguida, o ator baiano Fábio Lago entrou no gramado para conduzir a festa. Vestido totalmente de branco e com um pandeiro em mãos, o mestre de cerimônias do espetáculo lembrou a cultura regional, interagiu com os torcedores, tocou repente e recitou um cordel.
- Desse povo que é guerreiro, a seleção é canarinho, tem um santo milagreiro, e dizem numa só voz: nosso Deus é brasileiro - recitou o ator na abertura da festa.
Em maioria, a torcida do Bahia aproveitou a apresentação para provocar os rivais. Enquanto Fábio Lago tocava no pandeiro, os tricolores entoavam o nome do clube do clube de coração e faziam piada com o Vitória.
Provocações e volta olímpica
Com estandartes multicoloridos, dançarinos entraram no gramado logo após Fabio Lago e se apresentaram ao som da música 'Kirimurê', executada pela potente voz de Margareth Menezes. Torcedora do Bahia, a cantora saudou as arquibancadas e provocou furor entre os tricolores.
- Estou feliz e honrada por cantar na abertura da Arena. A Fonte Nova é um lugar querido e importante, que faz parte da nossa história e da nossa cultura. Espero que o povo saiba zelar usufruindo por muitos anos desta que é uma conquista de todos - disse a cantora Margareth Menezes.
Vestida com a camisa do Bahia, Claudia Leitte entrou logo em seguida no palco acompanhada por Márcia Short e Dan Miranda, da banda Filhos de Jorge. A apresentação provocou reações diferentes nas duas torcidas. Enquanto o lado tricolor louvava a musa, os rubro-negros cantavam o nome de Ivete Sangalo. Na saída do gramado, a cantora respondeu à torcida do Vitória e deu uma volta olímpica no estádio para saudar o lado tricolor das arquibancadas.
- Êêê ôôô Bahia meu amor - cantou Claudia Leitte, enquanto corria na direção da torcida tricolor.
Após o momento de rivalidade, os torcedores de Bahia e Vitória voltaram a se unir. Uma homenagem foi feita aos 10 mil operários que trabalharam na construção da arena e às vítimas que morreram durante a queda de parte da arquibancada, em 2007, acidente que provocou a interdição do antigo estádio. Nos telões, os nomes das sete vítimas foram exibidos enquanto as arquibancadas fervilhavam de tricolores e rubro-negros, juntos, de pé, para mostrar que a história não foi esquecida.
- E dos escombros e feridas, nasceu esse sonho. A espera foi um tempo tristonho, mas nenhuma dor é em vão, nenhum sonho morre pagão. Agora somos testemunhas do novo amanhecer. E temos no peito a certeza de que fizemos por merecer. Do nosso peito, a homenagem sincera. Nosso sentido e lembrança que impera - declarou Fábio Lago, ao som das palmas das duas torcidas.
Hinos, festa e vaias
A torcida do Vitória provocou Claudia Leitte e a do Bahia não deixou barato quando teve a oportunidade. Quando Ivete Sangalo entrou em campo para se apresentar, a principal torcida tricolor virou de costas para o palco e cantou o hino do Esquadrão de Aço.
Mesmo sob vaias, Ivete não perdeu a postura e relembrou dos grandes craques que se exibiram no gramado da antiga Fonte Nova. A cantora homenageou jogadores como Bobô, Beijoca, Paulo Isidoro, Tyrso, Zé Carlos, Ricky e Elizeu Godoy. Na sequência, ela cantou o hino da Bahia e também do Vitória. De volta ao palco após dar a volta no estádio, Claudia Leitte cantou o hino do Bahia.
O encerramento da festa ficou à cargo do Olodum, que entrou em campo sob protestos da torcida do Vitória por conta de um episódio ocorrido no carnaval deste ano, quando o bloco da banda comercializou abadás com um erro no escudo da equipe rubro-negra.
Com a entrada dos jogadores no gramado, o Olodum tocou o hino nacional. Viva, a Fonte Nova vibrava como se tivesse coração próprio. Na verdade, tinha cerca de 41.500 corações de torcedores ansiosos, que após a longa espera de dois anos e oito meses, puderam voltar ao palco que muitas vezes chamaram de casa.
Fonte: Globoesporte.com





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